
A pouco mais de 100 Km de Lisboa, mais ou menos a uma hora de caminho existe um recanto sedutor, capaz de proporcionar um fim-de-semana inesquecível.
Comecei esta escapadinha com uma visita a Montemor-o-Novo durante a manhã de sábado. Esta vila fervilha em arte. Num antigo mosteiro situado dentro das muralhas do Castelo, o coreógrafo Rui horta tem um projeto chamado ”O Espaço do Tempo”. Este projeto consiste em receber artistas em início de carreira em sistema de residência. Ainda dentro das muralhas do castelo, instalado na igreja de Santiago, podemos encontrar o centro de interpretação. Se os mais novos estiverem a estudar história de Portugal, uma visita a este centro pode ser estimulante. Em dias de bom tempo podemos avistar o castelo de Arraiolos.
Não podemos falar em arte em Montemor-o-Novo sem falar da Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense “Carlista”. Aproveito para enaltecer o trabalho das sociedades filarmónicas no ensino de música aos jovens. Andar nos passeios que circundam a ”Carlista” enche o coração, uma vez que somos banhados pelo som dos instrumentos que se tocam lá dentro. Mas se uma sociedade destas já é bom, imaginem duas! Pois é para além da Carlista, também existe a Pedrista. Esta última fundada em 1862 por alguns progressistas que divergiram da Carlista por motivos políticos.
Se isto já não é suficiente para vos abrir o apetite, então, mesmo em frente à Carlista entrem no café Almansor e peçam umas bifanas. Aparentemente não tinham nada de especial, a tradicional bifana numa carcaça. Mas esqueçam, o sabor, a carcaça quentinha e crocante fizeram destas bifanas as melhores que já comi até hoje.
Seguindo a rua da Carlista, pude finalmente mostrar ao meu filho como eram os parques infantis na minha infância. Instalados num parque convidativo, existem brinquedos antigos que se misturam com os novos. Alguns dos antigos são apenas para recordação, não funcionam, mas o escorrega de metal e os baloiços com traves de madeira fizeram as delicias do mais novo.

Montemor é assim, uma vila com edifícios históricos para descobrir, muitas igrejas para visitar e gentes amáveis e simpáticas.
Após o passeio era altura do descanso e por isso lá segui até ao hotel escolhido, o L’AND vineyards perfeito para uma escapadinha de fim-de-semana.
Já há muito tempo que andava a programar uma visita a este hotel, o pretexto que faltava foi a reconquista da estrela Michelin conseguida pelo restaurante do hotel tendo ao comando o chef Miguel Laffan.

A área exterior do hotel é fantástica. Uma vista soberba para o castelo e as ermidas em montes mais altos, o lago artificial e as vinhas conferem um ambiente calmo, sereno a apelar ao relaxe e à tranquilidade.
A decoração dos espaços comuns e das suites é absolutamente maravilhosa. As lareiras exteriores a proporcionam uma boa conversa ao som dos passarinhos ou da luz da lua e das estrelas. São uma ideia maravilhosa da qual fiquei fã, tal como da skyview. Adormecer a ver as estrelas é inspirador e efetivamente remete-nos para um universo mágico. Estas suites são das mais românticas que já conheci.

Crédito da fotografia – L’AND Vineyards
O staff do hotel é o que mais destaco. Todos muito profissionais, simpáticos e eficientes. O spa é pequeno mas acolhedor. Deixam entrar crianças até as 15 horas o que é uma maneira excelente de agradar a gregos e a troianos, que é como quem diz agradar a quem tem crianças e aos casais que estão a dois. Experimentei uma massagem que definitivamente me deixou totalmente relaxada para poder aproveitar este local magnifico.

Existem ainda outras facilidades, tais como um court de ténis e um parque infantil. Tem condições para que toda a família usufrua do espaço. Uma caminhada junto ao lago também é bastante agradável.
E assim chegou a noite e como é óbvio o jantar, mas isso é uma outra história, chamada:L’AND by Miguel Laffan uma estrela que brilha no Alentejo.
O pequeno-almoço é ótimo. Com os quentes feitos na hora e muito bem apresentados. Em resumo, boa comida e uma vista deslumbrante através da janela panorâmica do restaurante, fazem-me ter saudades ainda antes da partida.
O s senãos: por ser perto da A6 consegue-se ouvir ao fundo o barulho de automóveis e existe uma área dedicada a investimento imobiliário que ainda não está totalmente rentabilizada, por isso parece que existe uma parte inacabada, o que confere algum ruído visual. Como toda a arquitetura e decoração são minimalistas e utilizam muito o branco, é necessário algum cuidado na manutenção e limpeza das paredes. Por vezes falhava.
Também houve falta de água na manhã de Domingo. A situação ficou resolvida por volta das 09:45 e só não foi pior, mais uma vez devido à simpatia do staff.
Este post não é patrocinado. Todas as despesas deste roteiro são suportadas pela margaridasweetandsour.
Boa semana.
Margarida




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